sábado, 26 de junho de 2010

... largar

Esta foi sem dúvida a viagem mais longa que eu já fiz. Cálculo que mantenha este título por muito tempo, não tenciono fazer mais passeios assim...


PORTO
O dia começou bem cedo, para mim, por volta das 6 e tal da manhã já estava a pé. Tenho de estar no aeroporto do Porto a horas do voo FR4703 em direcção a Bergamo, Itália. Como não podia deixar de ser, ainda há tempo para um cafézinho e uns minutos a contar aviões no meio do nevoeiro, com o pequenito.

Nada de novo a contar sobre o nosso aeroporto, um dos melhores da sua categoria. Tudo corre bem. Bem, quase tudo, a fila na porta de embarque para o meu avião é enorme e dentro do avião não consegui lugar para a mala nos compartimentos junto ao tecto. Tentei pôr a mala o mais possível para baixo do banco do gajo da frente, praticamente ao pontapé. Ainda bem que não tenho nada de partir :-) agora, toca a dormir, que viagens de avião só tem piada a levantar e a pousar.

BERGAMO
Muito bonito... e muito irónico. É tudo menos novo, o aeroporto. Com aqueles buracos todos, bem que podia ser Português. Antes de passar a segurança não tem praticamente nada para ver, a não ser umas moçoilas jeitosas. Muitas morenas passam por aquele aeroporto...

Passando a segurança já se tem mais espaço e umas poucas de lojas, mas não deixa de ser pequeno, por comparação com o do Porto. Alapei o cu em frente à minha porta de embarque, a pensar em descansar uma horita antes daquilo abrir. Pouco depois aquilo abre e eu dei graças por ter parado ali mesmo sem ter em conta o fuso horário... é mais tarde uma hora do que o que eu pensava.

Pelo que reparei, vão principalmente suecos e italianos no avião (normal) e enquanto esperava junto à porta de embarque, senti-me vítima de publicidade enganosa: as suecas que estão por ali não são nada de especial, nem uma, e algumas têm bastante cabedal (para ser simpático). A ver se o cenário muda no dia seguinte, ou mais de metade das pessoas que disse que me ia visitar, já não o vai fazer.

No avião já consegui entrar mais cedo que no Porto e a mala já vai melhor acondicionada. A viagem teve um pormenor bastante interessante. Começou por volta das 21h e o Sol já se estava a pôr. Como o avião seguia para norte, fomos com o por do sol durante bastante tempo (quanto mais a norte, mais tarde se põe o Sol), engraçado... agora toca a dormir outra vez...

SKAVSTA
Já é quase meia noite, aqui. Só tenho bus daqui para fora daqui a 4 horas, vou ter de arranjar alguma coisa para fazer entretanto. Não era boa ideia adormecer, já que podia falhar os próximos transportes. Ver um filme é uma boa alternativa, "The invention of lying", filme porreiro. Enquanto via o filme, dividi o átrio com um grupo de metaleiros/as, que também estavam a ver filmes ou séries no computador. Traziam com eles instrumentos e um malão que me parecia ter material de som, se calhar cruzei-me com uma banda conceituada e nem dei por ela.

Fora do aeroporto andam uns pássaros engraçados, pretos e brancos. São tão comuns por cá como os pombos em Portugal. Quando vir uma imagem fixe, mostro. Entretanto é hora de ir para o autocarro, ainda não são 4 da manhã mas já está o dia bem claro. Quando o 515 aparece e abre a porta, parece que estou em Portugal outra vez. Apesar do autocarro em si parecer bem melhor, o motorista tem um ar de aldeão que dá vontade de rir. Não sei se o gajo está borracho ou a cair de sono, mas parece um aldeão. Outra coisa que me fez lembrar Portugal, o gajo não falava bolha de inglês (e eu não sei pronunciar sueco), mas tinha o meu itinerário em papel e mostrei-lhe. Com a treta de não nos entendermos o gajo mandou-me sentar e levou-me à pala. Gostei do motorista...

Nyköpings busstation
Fim de linha do 515, passados 15min, na cidade ou vila mais próxima do aeroporto, e início do 790, próximo transporte. Não há nada para ver nas imediações, mas o que vi durante a viagem foi bastante agradável, ambiente de subúrbio e construções bonitas. Mas esta é uma paragem muito curta, toca a entrar no primeiro 790 que aparecer. O bilhete custa 81 coroas e dentro do autocarro só se pode pagar com cartão. Aparentemente também podia ter comprado no aeroporto, mas o balcão fechou pouco depois de eu ter chegado e não sabia que se compravam bilhetes lá. Este troço é mais longo, 1h20min na maioria de estrada. As vistas são bonitas, mas durmi a maior parte do caminho.

Katrineholm Centralstation
É aqui que vou apanhar o comboio para o meu destino final. Faz lembrar uma pequena estação nossa, com uma pequena diferença de proporções. Tem uma casinha branca, com o relógio e o nome da estação/zona, e ao ar livre estão as linhas, com cobertos ao longo das beiras. As principais diferenças estão no tamanho da casinha, que é mais uma casona, e em vez de uma ou duas linhas (para as terras com sorte de ter necessidade para 2 sentidos em simultâneo), tem 5. Outra diferença muito grande é a travessia das linhas, todas subterrâneas (tem elevador e tudo).

Os comboios que passam têm uma aparência diferente dos nossos, mas o interior do que me levou, um dos que faz Estocolmo-Gotemburgo, devia de estar ao nível do alfa pendular, a nível de espaço e conforto, mas não andei a explorar o bicho. Apesar de ter dormido muitas vezes, nos últimos 2 dias devo ter dormido só 8 horas, por isso aproveitar as vistas, que era o planeado, está fora de questão... Acordo só para ver a estação central de Gotemburgo, que alívio para os meus olhos, finalmente aqui.

A viagem foi divertida, mas chegar finalmente ao destino, depois de tantos planos e adiamentos, foi muito melhor. Vamos a ver o que esta cidade, aparentemente apelidada de "Pequena Londres", tem para oferecer.

2 comentários:

  1. Quer dizer, nas gajas feias que encontraste no aeroporto falaste, mas depois acabaste por não falar nas suecas que se fizeram a ti aí no destino final xD

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