Esta foi sem dúvida a viagem mais longa que eu já fiz. Cálculo que mantenha este título por muito tempo, não tenciono fazer mais passeios assim...
PORTO
O dia começou bem cedo, para mim, por volta das 6 e tal da manhã já estava a pé. Tenho de estar no aeroporto do Porto a horas do voo FR4703 em direcção a Bergamo, Itália. Como não podia deixar de ser, ainda há tempo para um cafézinho e uns minutos a contar aviões no meio do nevoeiro, com o pequenito.
Nada de novo a contar sobre o nosso aeroporto, um dos melhores da sua categoria. Tudo corre bem. Bem, quase tudo, a fila na porta de embarque para o meu avião é enorme e dentro do avião não consegui lugar para a mala nos compartimentos junto ao tecto. Tentei pôr a mala o mais possível para baixo do banco do gajo da frente, praticamente ao pontapé. Ainda bem que não tenho nada de partir :-) agora, toca a dormir, que viagens de avião só tem piada a levantar e a pousar.
BERGAMO
Muito bonito... e muito irónico. É tudo menos novo, o aeroporto. Com aqueles buracos todos, bem que podia ser Português. Antes de passar a segurança não tem praticamente nada para ver, a não ser umas moçoilas jeitosas. Muitas morenas passam por aquele aeroporto...
Passando a segurança já se tem mais espaço e umas poucas de lojas, mas não deixa de ser pequeno, por comparação com o do Porto. Alapei o cu em frente à minha porta de embarque, a pensar em descansar uma horita antes daquilo abrir. Pouco depois aquilo abre e eu dei graças por ter parado ali mesmo sem ter em conta o fuso horário... é mais tarde uma hora do que o que eu pensava.
Pelo que reparei, vão principalmente suecos e italianos no avião (normal) e enquanto esperava junto à porta de embarque, senti-me vítima de publicidade enganosa: as suecas que estão por ali não são nada de especial, nem uma, e algumas têm bastante cabedal (para ser simpático). A ver se o cenário muda no dia seguinte, ou mais de metade das pessoas que disse que me ia visitar, já não o vai fazer.
No avião já consegui entrar mais cedo que no Porto e a mala já vai melhor acondicionada. A viagem teve um pormenor bastante interessante. Começou por volta das 21h e o Sol já se estava a pôr. Como o avião seguia para norte, fomos com o por do sol durante bastante tempo (quanto mais a norte, mais tarde se põe o Sol), engraçado... agora toca a dormir outra vez...
SKAVSTA
Já é quase meia noite, aqui. Só tenho bus daqui para fora daqui a 4 horas, vou ter de arranjar alguma coisa para fazer entretanto. Não era boa ideia adormecer, já que podia falhar os próximos transportes. Ver um filme é uma boa alternativa, "The invention of lying", filme porreiro. Enquanto via o filme, dividi o átrio com um grupo de metaleiros/as, que também estavam a ver filmes ou séries no computador. Traziam com eles instrumentos e um malão que me parecia ter material de som, se calhar cruzei-me com uma banda conceituada e nem dei por ela.
Fora do aeroporto andam uns pássaros engraçados, pretos e brancos. São tão comuns por cá como os pombos em Portugal. Quando vir uma imagem fixe, mostro. Entretanto é hora de ir para o autocarro, ainda não são 4 da manhã mas já está o dia bem claro. Quando o 515 aparece e abre a porta, parece que estou em Portugal outra vez. Apesar do autocarro em si parecer bem melhor, o motorista tem um ar de aldeão que dá vontade de rir. Não sei se o gajo está borracho ou a cair de sono, mas parece um aldeão. Outra coisa que me fez lembrar Portugal, o gajo não falava bolha de inglês (e eu não sei pronunciar sueco), mas tinha o meu itinerário em papel e mostrei-lhe. Com a treta de não nos entendermos o gajo mandou-me sentar e levou-me à pala. Gostei do motorista...
Nyköpings busstation
Fim de linha do 515, passados 15min, na cidade ou vila mais próxima do aeroporto, e início do 790, próximo transporte. Não há nada para ver nas imediações, mas o que vi durante a viagem foi bastante agradável, ambiente de subúrbio e construções bonitas. Mas esta é uma paragem muito curta, toca a entrar no primeiro 790 que aparecer. O bilhete custa 81 coroas e dentro do autocarro só se pode pagar com cartão. Aparentemente também podia ter comprado no aeroporto, mas o balcão fechou pouco depois de eu ter chegado e não sabia que se compravam bilhetes lá. Este troço é mais longo, 1h20min na maioria de estrada. As vistas são bonitas, mas durmi a maior parte do caminho.
Katrineholm Centralstation
É aqui que vou apanhar o comboio para o meu destino final. Faz lembrar uma pequena estação nossa, com uma pequena diferença de proporções. Tem uma casinha branca, com o relógio e o nome da estação/zona, e ao ar livre estão as linhas, com cobertos ao longo das beiras. As principais diferenças estão no tamanho da casinha, que é mais uma casona, e em vez de uma ou duas linhas (para as terras com sorte de ter necessidade para 2 sentidos em simultâneo), tem 5. Outra diferença muito grande é a travessia das linhas, todas subterrâneas (tem elevador e tudo).
Os comboios que passam têm uma aparência diferente dos nossos, mas o interior do que me levou, um dos que faz Estocolmo-Gotemburgo, devia de estar ao nível do alfa pendular, a nível de espaço e conforto, mas não andei a explorar o bicho. Apesar de ter dormido muitas vezes, nos últimos 2 dias devo ter dormido só 8 horas, por isso aproveitar as vistas, que era o planeado, está fora de questão... Acordo só para ver a estação central de Gotemburgo, que alívio para os meus olhos, finalmente aqui.
A viagem foi divertida, mas chegar finalmente ao destino, depois de tantos planos e adiamentos, foi muito melhor. Vamos a ver o que esta cidade, aparentemente apelidada de "Pequena Londres", tem para oferecer.
Quer dizer, nas gajas feias que encontraste no aeroporto falaste, mas depois acabaste por não falar nas suecas que se fizeram a ti aí no destino final xD
ResponderEliminarcada coisa a seu tempo...
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